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O verdadeiro caminho do sucesso (trecho da PEGN)

"A verdade sobre os grandes empreendedores"

Empreendedores lendários - e solitários -, que fugiram dos bancos escolares e construíram fortu-nas com pouco ou nenhum capital, contando apenas com suas próprias ideias brilhantes e a cora-gem de pôr todas as fichas em um negócio incerto. É essa a imagem que vem à cabeça da maioria quando se pensa em homens bem-sucedidos, como Steve Jobs, da Apple, Bill Gates, da Microsoft, ou Samuel Klein, das Casas Bahia. No Brasil, assim como nos Estados Unidos, a representação do self-made man é tão forte que praticamente nos furtamos a observar de perto a história de cada um. Sob os holofotes, contudo, o que se vê são versões bem menos glamourosas, como bem mostrou um recente estudo da dupla de pesquisadores franceses Michel Villette e Catherine Vuillermot (veja entrevista exclusiva nesta edição), que resultou no livro From Predators to Icons. As conclusões da obra também serviram como matéria-prima para um brilhante artigo do escritor Malcolm Gladwell (au-tor dos best-sellers Fora de Série: Outliers e Blink), publicado na revista New Yorker e, agora, em primeira mão no Brasil, pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Embora seja visto como um Leonardo da Vinci moderno, Steve Jobs construiu uma das empresas mais inovadoras de todos os tempos contando com uma poderosa rede de relacionamentos, da qual fazia parte o seu grande amigo Steve Wozniak. A maioria das inovações da Apple foi feita em parce-ria com várias outras empresas. Muito mais que um geninho dos computadores, Bill Gates sempre se considerou um ótimo negociador. O homem que conseguiu se tornar um dos mais ricos do mundo é neto de banqueiro e contou com a ajuda do sócio Paul Allen para realizar suas façanhas. O polonês Samuel Klein, rei do varejo brasileiro, ao chegar ao Brasil acionou seus contatos para adquirir uma valiosa carteira de 200 clientes de um mascate judeu que estava prestes a se aposentar. O autor do livro The Illusions of Entrepreneurship, Scott Shane, defende a ideia de que apegar-se ao senso comum é o caminho mais curto para o fracasso. "Quando as pessoas agem baseadas em histórias com toques fictícios, pensando que se trata da mais pura realidade, acabam se dando mal."

Muitos empreendedores começam subcapitalizados, mas raros são os que, nessa situação, obtêm sucesso - quando isso ocorre, viram objeto de estudo acadêmico e capas de revista, ajudando a criar a ideia equivocada de que bons negócios sempre nascem em garagens. Pesquisas mostram que ter dinheiro para o investimento inicial facilita enormemente o caminho, argumenta Shane. Também são distorcidas pelo menos outras sete imagens do empreendedorismo: empreendedor nasce empreendedor (o que determina o sucesso não é a genética, e sim o ambiente e o esforço individual); não é preciso educação nem experiência para montar um negócio (empresários sem bagagem são os que mais dão errado); o empreendedor age sozinho (mas quanto melhor a rede de contatos, maiores as chances de sucesso); empreender é arriscar (quem vai longe sabe da impor-tância de calcular e minimizar riscos); empreender é ficar livre (na realidade, trabalha-se muitas ve-zes mais e é preciso dar satisfação a fornecedores, funcionários, clientes...); é preciso uma ideia genial para abrir uma empresa (a maioria dos negócios é trivial); todo empreendedor é rico (normal-mente, o retorno sobre o investimento inicial demora a acontecer).

Atualizado em 08/04/2010 por

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios
Link: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI131068-17152,00-O+VERDADEIRO+CAMINHO+DO+SUCESSO+TRECHO.html

Programa Shell Iniciativa Jovem 2012 surpreende participantes em aula inaugural.

Na última quinta-feira, dia 03 de maio, foi dada a largada oficial ao Programa Shell Iniciativa Jovem 2012. Depois de um longo processo seletivo, os 58 selecionados assistiram à – mais que motivadora – aula inaugural.

A Espera acabou !

Segue a Lista dos Aprovados para a Oficina de Projetos do Programa Shell Iniciativa Jovem 2012.