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Greenwashing e o mito da empresa sustentável

31/10/2017

Recentemente, temos observado um movimento de valorização à sustentabilidade e à defesa do meio ambiente. Isto é, cada vez mais, as pessoas estão se preocupando em consumir produtos/serviços que demonstrem algum tipo de preocupação socioambiental.

Com essa tendência, entra em cena o Marketing Verde, que nada mais é do que uma comunicação voltada para exaltar práticas de impacto socioambiental positivo das empresas. Ser “green”, “eco-friendly”, “amigo do meio ambiente” tornou-se status, “in” e “cool”. Por isso, diversas marcas têm focado nessa estratégia para atrair a atenção dos consumidores.

A fim de conquistarem o mercado e criarem uma imagem forte, algumas empresas fazem uso de recursos (palavras, expressões, imagens e cores) que remetam a essa ideia de sustentabilidade, proteção e cuidado com o meio ambiente. Porém, nem todas essas companhias, de fato, executam medidas benéficas e socioambientalmente responsáveis. E é essa a ideia do “Greenwashing”.

Em linhas gerais, o Greenwashing pode ser definido como “propaganda enganosa”. Organizações como empresas, ONGs e governos promovem discursos, propagandas, ações e campanhas publicitárias sobre serem ambientalmente responsáveis, mas, na realidade, o que acontece é o contrário. Muitas de suas ações impactam negativamente o meio ambiente.

O termo vem do inglês e traz a ideia de “maquiagem verde”, que é justamente apostar nessas palavras-chave para posicionar-se no mercado como uma marca “verde”. Essa é uma estratégia para agregar valor à marca, produto e/ou serviço e, inclusive, para aumentar os preços, uma vez que o cliente passa a assimilar mais qualidade àquele produto e, consequentemente, aceitar pagar mais.

Ao optarem por fazer o “Greenwashing”, as empresas podem tanto conquistar novos clientes como serem desmascaradas com a divulgação da verdade e terem sua reputação e imagem arruinadas. Entretanto, o que ocorre muitas vezes é que os consumidores não questionam sobre esse “ser ecologicamente consciente” da marca ou como e quais ações elas promovem nesse âmbito e acabam por acreditar na falsa propaganda.

Para não ser uma vítima de “Greenwashing” é importante reconhecer algumas certificações ambientais utilizadas no Brasil. Tais selos/certificações dão respaldos legais às empresas e credibilidade às suas práticas de impacto socioambiental positivo. O FSC (Forest Stewardship Council) atesta os produtos que não contribuem para o desmatamento das florestas; o Procel garante a economia de energia; há ainda o IBD (Instituto Biodinâmico), Ecocert, ISO 14021 e Sistema B.