Shell Iniciativa Jovem

Oceano Azul

31/07/2017

Não, Oceano Azul não tem nada a ver com alguma teoria da biologia marinha ou qualquer coisa parecida. O termo se refere a uma estratégia de Marketing utilizada por empresas como Uber, Apple, Cirque de Soleil e YouTube. Mas, afinal, sobre o que se trata?

A estratégia prevê que a melhor forma de superar a concorrência é ir em busca de mercados novos e inexplorados, em vez de disputar por aqueles já saturados. E são esses mercados intocados o que se denomina “oceano azul”, onde as possibilidades de crescimento e aumento de lucratividade são maiores, justamente devido à falta de concorrência. Na metáfora marítima, o oceano azul é um local em que se pode nadar livremente, enquanto os mercados já saturados são o “oceano vermelho”, em função do sangue derramado nas batalhas entre os concorrentes por consumidores.

O termo foi cunhado pela norte-americana Renée Mauborgne e pelo coreano W. Chan Kim, que, em 2005, após 10 anos de pesquisa, lançaram o livro “A Estratégia do Oceano Azul: Como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante”.

A grande questão da estratégia é que ela foge do pensamento tradicional “como eu bato no meu concorrente?” e amplia essa ideia de superação da concorrência.  Ao mesmo tempo em que alguns teóricos acreditam que a ideia é um pouco utópica e segui-la à risca pode ser frustrante já que a maioria das empresas não consegue encontrar um oceano azul, a essência do conceito também pode ajudar as empresas a repensarem seus modelos de negócios e buscarem inovação, o que é muito positivo. 

O Cirque du Soleil é um exemplo do uso da estratégia. Eles ousaram ao fugir do modelo convencional de circo, eliminando atrações como o uso de animais, e redesenharam seu modelo de negócios, acrescentando elementos do teatro e da música. O Uber, ao oferecer um serviço de motoristas particulares por um preço inferior ao dos taxistas, também inovou e entrou no mercado com um produto disruptivo. O YouTube, a Alibaba, a Apple - quando lançou o iTunes e o iPod e entrou soberana no oceano azul -, a NetJet (empresa privada de táxi aéreo) e a Rent the Runway (aluguel de vestidos de alta costura) são outros exemplos. 

O Oceano Azul pode ser aplicado tanto para start ups e empresas que estão começando, como também para companhias que já estão no mercado há um tempo. E uma dica é olhar atentamente para os “não consumidores” do negócio. As oportunidades, muitas das vezes, estão com eles. Com o mercado muito competitivo, em vez de bater de frente com os concorrentes, que tal investir na criação de novos mercados?